sábado, 27 de novembro de 2010

DEPOIS DA CHUVA

Finalmente
a chuva parou,
não chove mais.

Agora é abrir as janelas
e deixar entrar o Sol
que vem atrás...

Esquecer as sequelas,
juntar as mágoas molhadas
e estendê-las para secar...

No varal do presente,
ao Sol da esperança,
para que possam sarar.

A chuva lavou mal feitos
e regou o chão
com novas ofertas.

Plantemos então a paz
fechando para o futuro
as cicatrizes abertas.

Rui E L Tavares

(19/07/2010)

Um comentário:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Ruiéeletavaresamigo

...juntar as mágoas molhadas e estendê-las para secar dizes e dizes muito bem. E prossegues plantemos então a paz, fechndo para o futuro, as cicatrizes abertas.

Tão simples, tão linear, tão deprovido de arrebiques, tão sóbrio - este é o verdadeiro poema. Mas, tens mais, bençoado sejas.


Amigo

Chego aqui por intermédio do nosso Amigo AC do INTERIORIDADES e estou muito satisfeito por te ter encontrado. O teu blogue é muito interessante, e bem escrito. O que, para mim, que sempre ganhei a vida a produzir prosa tão honesta quanto possível, (sou jornalista e dizem que também escritor, dizem…, e aos 69 anos não me sinto velho) é motivo acrescido de satisfação.
Mas sou também alegre, bem disposto, brincalhão, até gozão e piadista; adoro o fado, adoro viver assim, adoro a minha família.

Espero que me retribuas a visita e deixes comentários na Minha Travessa. E, já agora, que te tornes meu per)seguidor. Não é pedir muito… Obrigado

Abs

NB – Peço-te desculpa por este comentário ser tão longo; mas tenho de referir que é um texto base, ainda que com algumas apreciações individuais e específicas. Infelizmente não sou dono do tempo, e a sê-lo seria uma chatice… Para que não haja dúvidas. Mas, é sincero.