Eu tive um sonho e nele,
o sonho que tive,
sonhei que vivia
como quem sonha vive...
Num mundo de faz-de-conta.
Ora, também pudera,
nenhuma alma tonta
pode viver de quimera.
Estar na Primavera,
com sorriso doce e terno
enquanto o corpo, que não sonha,
sofre os rigores do Inverno.
Acordei, claro, e acordado,
eu que no sonho estive ausente,
dei um basta no passado
e puz os pés no presente.
Fui viver então, e sonhar,
esse direito eu não enterro...
Mas só de vez em quando,
afinal ninguém é de ferro!
Rui E L Tavares
(09/07/2010)
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