O tempo é pele
tênue,
delicada,
marcada
pelas horas
no relógio da vida.
Fundido
na memória,
é membrana de história,
invólucro da alma,
em gotas de calma
jorrando eternidade.
Tocar a pele do tempo
é tocar a vida,
com mãos de veludo
contudo,
é tocar
a luz que vem do olhar.
Toque na pele do tempo,
transcorrido,
que se fez tecido
com a maciez da flor,
é como sentir nos dedos
o contato do amor.
Rui E L Tavares
(21/04/2010)
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