Desiludido
no meu íntimo
jaz meu ego.
As cinzas que restaram
das ilusões
que ainda carrego.
Devorado pelas chamas
das frustrações
prostra-se moribundo.
Descrente no futuro
debate-se no lodo
fétido deste mundo.
Minha essência primitiva
lapidou-se ego
sem nenhum apuro.
Hoje, ao lado da humanidade
agoniza com ela
num presente sem futuro.
Rui E L Tavares
(25/05/2010)
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