Linda flor tu és, pois se não fosse
não exalaria de ti esse perfume
nem terias a pele assim tão doce
ou brilharia de ti tão forte lume.
Rosa, donzela e delicada
foi do amor que nasceste assim
como mais formosa e prendada
A flor mimosa deste meu jardim.
As outras que por aqui nasceram
não tem o fulgor deste teu brilhar
ficaram murchas, envelheceram
ao ver-te cheirosa desabrochar
com ciúme caíram e morreram
quando, por ti, fui me apaixonar.
RUI - Dez/2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
"INSÔNIA"
Nada se ouve ou se move, é a inércia
do vácuo vital da madrugada
as horas transcorrem num vazio
o tempo avança imutável e frio
pela noite da vida já cansada.
O trânsito dos segundos que se somam
um ao outro alucinadamente
são estalos do chicote que tortura
minha alma repleta de amargura
prostrada ao carrasco docilmente.
Alta madrugada, a luz está acesa
neste meu quarto, onde acordado
espero o raiar de novo dia
escrevendo esta amarga poesia
em verso melancólico e ritmado.
Segundos, minutos,...as horas passam
e se perdem, sem volta, na correnteza
levando de roldão aquela chama
que aqueceu, um dia, esta cama
mas que apagou, hoje, na incerteza.
Que versos são esses que me brotam?
em movimentos perversos desta mão
espalhando sabor amargo como fel
sobre esta folha branca de papel
em espasmos poéticos de solidão.
A insônia, no tempo, se prolonga
é a imagem refletida do tormento
gravada a fogo na memória
repetindo sempre a mesma história
nos versos que traduzem um momento.
RUI - Dez/2008
"VIAGEM DE AMOR"

Por este mar azul vou velejar
pgando um vento suave de estibordo
não tenho pressa nenhuma de chegar
não tenho ninguém a me esperar
quem eu quero, já levo a bordo.
Estamos os dois agora no convés
assistindo no horizonte o Sol se por
eu fico recostado nos teus pés
feliz, na certeza que tu és
a dona de todo o meu amor.
Uma gaivota por cima sobrevoa
testemunhando a paz desta viagem,
agora estamos aqui na proa
sob as carícias leves de uma garoa
que nos faz relaxante massagem.
Tremulando a vela, avança a embarcação!
mar a dentro, sem nenhum destino
o rumo está no nosso coração
ditado pela bússula da paixão
mostrado em letra de hino.
Vamos parar onde o amor desejar,
lançando âncora no mar profundo
mil venturas nós vamos pescar
brincando, sorrindo, vamos amar
esquecendo o resto do mundo.
RUI - Dez/2008
pgando um vento suave de estibordo
não tenho pressa nenhuma de chegar
não tenho ninguém a me esperar
quem eu quero, já levo a bordo.
Estamos os dois agora no convés
assistindo no horizonte o Sol se por
eu fico recostado nos teus pés
feliz, na certeza que tu és
a dona de todo o meu amor.
Uma gaivota por cima sobrevoa
testemunhando a paz desta viagem,
agora estamos aqui na proa
sob as carícias leves de uma garoa
que nos faz relaxante massagem.
Tremulando a vela, avança a embarcação!
mar a dentro, sem nenhum destino
o rumo está no nosso coração
ditado pela bússula da paixão
mostrado em letra de hino.
Vamos parar onde o amor desejar,
lançando âncora no mar profundo
mil venturas nós vamos pescar
brincando, sorrindo, vamos amar
esquecendo o resto do mundo.
RUI - Dez/2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
"SOZINHO"
Sozinho! como um cão abandonado
pelas ruas escuras da solidão
assim é que me sinto nesta hora
em que o Sol se põe atrás da ilusão.
Sozinho! aqui neste lugar
nesta ilha de nada ao meu redor
com uma ausência vasta, sufocante
que torna minha dor ainda maior.
Sozinho! como num barco à deriva
em meio a um mar de desventura
agitado por ondas inclementes
salgadas com o sal da amargura.
Sozinho! neste deserto escaldante
à procura de um rumo, um farol
sigo trôpego, triste, em direção
às cores desbotadas do arrebol.
Sozinho! aqui no vago meu destino
onde, agora, até o Sol se recolheu
não suportando ver meu abandono
na linha do horizonte se escondeu.
Sozinho! agora na noite clara
iluminada pela luz da Lua
sinto ao meu lado, nesta caminhada
só uma luz, que certamente é tua.
RUI - Dez/2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
"O TEU RETRATO"
Hoje, apaguei o último lampejo de memória
que recordava, ainda, anos de suplício
para que não ficasse, de nós, nenhum restício
lembrando tua passagem em minha história.
Enfim, recebi da vida a coragem suficiente
para tomar a derradeira atitude que faltava
aquela que a lembrança ainda não deixava
insistindo em manter-te, comigo, eternamente.
Foi com lágrimas que virei esta página de dor
pois afinal foste grande em minha vida
mas, agora, tenho à frente outra avenida
onde me espera, no fim, um outro amor.
Hoje, em breve gesto e parco aparato
num momento só, que nem mesmo foi notado
extirpei-te para sempre do meu passado
pois rasguei e joguei fora o teu retrato.
RUI - Dez/2008
que recordava, ainda, anos de suplício
para que não ficasse, de nós, nenhum restício
lembrando tua passagem em minha história.
Enfim, recebi da vida a coragem suficiente
para tomar a derradeira atitude que faltava
aquela que a lembrança ainda não deixava
insistindo em manter-te, comigo, eternamente.
Foi com lágrimas que virei esta página de dor
pois afinal foste grande em minha vida
mas, agora, tenho à frente outra avenida
onde me espera, no fim, um outro amor.
Hoje, em breve gesto e parco aparato
num momento só, que nem mesmo foi notado
extirpei-te para sempre do meu passado
pois rasguei e joguei fora o teu retrato.
RUI - Dez/2008
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