sexta-feira, 18 de junho de 2010

DANÇANDO AO LUAR

Estrelas como pétalas de rosa
Despencam do céu em mimos derramados
Neste cenário onde a Lua esplendorosa
Cobre de luar casais de namorados.

Tão apaixonados, esquecem as horas
Entre carinhos tantos, quentes beijos
Rendendo-se ao amor já sem demora
Declaram ao luar os seus desejos.

Entre eles estamos e nosso amor
Resplandece neste jardim em flor
Neste valsar de mágico momento.

Intercalamos nossos passos leves
Com beijos ardentes e nada breves
Causando à lua constrangimento.

Lena Ferreira & Rui E L Tavares

01/06/2010

RAZÃO SEM RAZÃO...

RAZÃO SEM RAZÃO...

Quando minha razão tonta
deu-se conta,
a vida passou...

Deixando rastro indefinido
do tempo perdido
que nunca mais voltou.

Da minha vida, o ouro
hoje jaz num sumidouro
diluído em experiência...

Mas minha razão tonta
disso não se dá conta,
quer materializar a consciência!

Rui E L Tavares

(30/05/2010)

FOLHAS AMARELADAS

FOLHAS AMARELADAS

Tenho nas mãos, o tempo
mas não posso manipulá-lo
nem mesmo revertê-lo...

Apesar de tê-lo em mãos,
não posso tocá-lo,
nem ao menos vê-lo.

Posso apenas recordá-lo
nestas folhas amareladas
que reviro uma a uma...

Sem poder, no entanto
reviver, nem que seja,
por momento alguma.

Seguro o tempo que se foi
e que nestas folhas registrei
sem poder reverter-lhe a trajetória...

Em meio ao pó que a vida deixou
leio o que escrevi
contando a nossa história.

Em minhas mãos tanta felicidade,
tanta alegria transcorrida
naquelas horas passadas...

Hoje apenas registros,
frases que viraram saudade
nestas folhas amareladas.

Rui E L Tavares

(30/06/2010)

O TEMPO NO ESPELHO

O TEMPO NO ESPELHO

Críticos
são os olhos do tempo
que te observam do espelho
por onde te refletes.

Essa imagem
é teu juíz,
a sentença transitada
à qual te submetes.

Esses cabelos brancos,
as pálpebras caídas,
a aparência cansada,
esse timbre de voz...

São marcas do tempo
que levou teus viços
como um contínuo vento,
impiedoso algoz.

O castelo que não erguestes,
a hora que não pregastes a paz,
o livro que não escrevestes,
a árvore que não plantastes...
Tudo ficou para trás.

E essa imagem no espelho,
como um credor determinado
faz no teu presente uma cobrança
de todas as dívidas do passado!

Rui E L Tavares

(29/05/2010)

MINHAS MÃOS

MINHAS MÃOS

Eu sou alma,
o centro da vontade,
das virtudes
e atitudes
expressas nos meus atos.

Sou invisível,
mas num corpo me materializo
pelos enfoques
e toques
dos meus aparatos...

Minhas mãos
são meus sensores,
expressões dos meus intentos,
dos momentos
que venho ao mundo real.

Por minhas mãos
mostro o que sinto...
Posso ser arma, posso ser flor;
talvez ódio, talvez amor...
Por elas eu sou material.

Minhas mãos são tentáculos
por onde busco energia
e levo minha consciência,
fagulhas da minha essência
que se transformam em meta.

Por minha mãos,
eu sou anjo ou sou demônio;
sou treva da noite ou luz do dia,
sou blasfêmia, sou poesia;
por minhas mãos, sou poeta!

Rui E L Tavares

(28/05/2010)