Estrelas como pétalas de rosa
Despencam do céu em mimos derramados
Neste cenário onde a Lua esplendorosa
Cobre de luar casais de namorados.
Tão apaixonados, esquecem as horas
Entre carinhos tantos, quentes beijos
Rendendo-se ao amor já sem demora
Declaram ao luar os seus desejos.
Entre eles estamos e nosso amor
Resplandece neste jardim em flor
Neste valsar de mágico momento.
Intercalamos nossos passos leves
Com beijos ardentes e nada breves
Causando à lua constrangimento.
Lena Ferreira & Rui E L Tavares
01/06/2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
RAZÃO SEM RAZÃO...
RAZÃO SEM RAZÃO...
Quando minha razão tonta
deu-se conta,
a vida passou...
Deixando rastro indefinido
do tempo perdido
que nunca mais voltou.
Da minha vida, o ouro
hoje jaz num sumidouro
diluído em experiência...
Mas minha razão tonta
disso não se dá conta,
quer materializar a consciência!
Rui E L Tavares
(30/05/2010)
Quando minha razão tonta
deu-se conta,
a vida passou...
Deixando rastro indefinido
do tempo perdido
que nunca mais voltou.
Da minha vida, o ouro
hoje jaz num sumidouro
diluído em experiência...
Mas minha razão tonta
disso não se dá conta,
quer materializar a consciência!
Rui E L Tavares
(30/05/2010)
FOLHAS AMARELADAS
FOLHAS AMARELADAS
Tenho nas mãos, o tempo
mas não posso manipulá-lo
nem mesmo revertê-lo...
Apesar de tê-lo em mãos,
não posso tocá-lo,
nem ao menos vê-lo.
Posso apenas recordá-lo
nestas folhas amareladas
que reviro uma a uma...
Sem poder, no entanto
reviver, nem que seja,
por momento alguma.
Seguro o tempo que se foi
e que nestas folhas registrei
sem poder reverter-lhe a trajetória...
Em meio ao pó que a vida deixou
leio o que escrevi
contando a nossa história.
Em minhas mãos tanta felicidade,
tanta alegria transcorrida
naquelas horas passadas...
Hoje apenas registros,
frases que viraram saudade
nestas folhas amareladas.
Rui E L Tavares
(30/06/2010)
Tenho nas mãos, o tempo
mas não posso manipulá-lo
nem mesmo revertê-lo...
Apesar de tê-lo em mãos,
não posso tocá-lo,
nem ao menos vê-lo.
Posso apenas recordá-lo
nestas folhas amareladas
que reviro uma a uma...
Sem poder, no entanto
reviver, nem que seja,
por momento alguma.
Seguro o tempo que se foi
e que nestas folhas registrei
sem poder reverter-lhe a trajetória...
Em meio ao pó que a vida deixou
leio o que escrevi
contando a nossa história.
Em minhas mãos tanta felicidade,
tanta alegria transcorrida
naquelas horas passadas...
Hoje apenas registros,
frases que viraram saudade
nestas folhas amareladas.
Rui E L Tavares
(30/06/2010)
O TEMPO NO ESPELHO
O TEMPO NO ESPELHO
Críticos
são os olhos do tempo
que te observam do espelho
por onde te refletes.
Essa imagem
é teu juíz,
a sentença transitada
à qual te submetes.
Esses cabelos brancos,
as pálpebras caídas,
a aparência cansada,
esse timbre de voz...
São marcas do tempo
que levou teus viços
como um contínuo vento,
impiedoso algoz.
O castelo que não erguestes,
a hora que não pregastes a paz,
o livro que não escrevestes,
a árvore que não plantastes...
Tudo ficou para trás.
E essa imagem no espelho,
como um credor determinado
faz no teu presente uma cobrança
de todas as dívidas do passado!
Rui E L Tavares
(29/05/2010)
Críticos
são os olhos do tempo
que te observam do espelho
por onde te refletes.
Essa imagem
é teu juíz,
a sentença transitada
à qual te submetes.
Esses cabelos brancos,
as pálpebras caídas,
a aparência cansada,
esse timbre de voz...
São marcas do tempo
que levou teus viços
como um contínuo vento,
impiedoso algoz.
O castelo que não erguestes,
a hora que não pregastes a paz,
o livro que não escrevestes,
a árvore que não plantastes...
Tudo ficou para trás.
E essa imagem no espelho,
como um credor determinado
faz no teu presente uma cobrança
de todas as dívidas do passado!
Rui E L Tavares
(29/05/2010)
MINHAS MÃOS
MINHAS MÃOS
Eu sou alma,
o centro da vontade,
das virtudes
e atitudes
expressas nos meus atos.
Sou invisível,
mas num corpo me materializo
pelos enfoques
e toques
dos meus aparatos...
Minhas mãos
são meus sensores,
expressões dos meus intentos,
dos momentos
que venho ao mundo real.
Por minhas mãos
mostro o que sinto...
Posso ser arma, posso ser flor;
talvez ódio, talvez amor...
Por elas eu sou material.
Minhas mãos são tentáculos
por onde busco energia
e levo minha consciência,
fagulhas da minha essência
que se transformam em meta.
Por minha mãos,
eu sou anjo ou sou demônio;
sou treva da noite ou luz do dia,
sou blasfêmia, sou poesia;
por minhas mãos, sou poeta!
Rui E L Tavares
(28/05/2010)
Eu sou alma,
o centro da vontade,
das virtudes
e atitudes
expressas nos meus atos.
Sou invisível,
mas num corpo me materializo
pelos enfoques
e toques
dos meus aparatos...
Minhas mãos
são meus sensores,
expressões dos meus intentos,
dos momentos
que venho ao mundo real.
Por minhas mãos
mostro o que sinto...
Posso ser arma, posso ser flor;
talvez ódio, talvez amor...
Por elas eu sou material.
Minhas mãos são tentáculos
por onde busco energia
e levo minha consciência,
fagulhas da minha essência
que se transformam em meta.
Por minha mãos,
eu sou anjo ou sou demônio;
sou treva da noite ou luz do dia,
sou blasfêmia, sou poesia;
por minhas mãos, sou poeta!
Rui E L Tavares
(28/05/2010)
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