Quando a mãe se irrita
reclama,
se atrita
e se inflama...
E nós,
seus projetos
ou desafetos
somos culpados
desse reclame.
Com prazer
sádico,
infame,
a fazemos sofrer,
morrer,
mamando-lhe todos os viços.
Numa corrida
vertiginosa,
vergonhosa,
tiramos-lhe a vida.
Não vêem os sinais?
Até quando?
não será ouvido nenhum apelo;
nenhuma explosão de lava quente;
nenhuma lágrima de gelo?
A Terra nos ama!
Foi criada para nós,
chegamos após
e passamos a reparti-la,
destruí-la
com nossas próprias mãos.
Racional?
Não!
Isso é atitude insana,
profana
e bandida...
Se não determos esse flagelo,
o que é belo
tornar-se-á um caos
e por sermos maus
pagaremos com a própria vida!
Rui E L Tavares
(28/02/2010)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
MOMENTOS

MOMENTOS
Sabe, tu é aquele momento bom
que, entre momentos, aconteceu,
veio e logo deu o tom
dos momentos entre tu e eu...
Momentos que foram tantos
tantos foram,... e são
pingos de horas,... quantos
transbordando de paixão!
Sabe amor, eu te amo,
amo em todos os momentos,
mesmo longe eu te chamo
nos mais íntimos pensamentos.
Nossas vidas são momentos
em gotas de felicidade
que juntam-se aos nossos intentos
e duram uma eternidade!
Rui E L Tavares
(28/02/2010)
À BEIRA DO CAMINHO

Quando eu ia
pela estrada do nada
te vi sentada
à beira do caminho...
Vinhas,
dos lados do tudo
mas contudo,
procuravas carinho.
Estavas corada,
suprida,
de vida
mas não satisfeita.
E eu que ia
vindo do nada
com a alma cansada
e a face desfeita...
Parei à beira do caminho
sentei
e te olhei...
Vi o horizonte!
...Defronte,
ali sentado
vindo do lado
de onde eu não sei...
Estavas tu
à beira do caminho
procurando carinho
que eu tinha e te dei.
Então, a estrada do nada
encheu-se de tudo
e contudo
cobriu-se de flor!
...Ali,
naquele cantinho
à beira do caminho
nasceu o amor!
Rui E L Tavares
(28/02/2010)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
* MEDIOCRIDADE *
Império da vaidade
egocentrismo
exteriorizado
na hipocrisia do verso.
Anatomia
desnuda
com perfume de arruda
exalando da poesia.
Puxasaquismo
besta
que leva pra cesta
de ouro
verdadeiras porcarias...
Um bacanal de pobreza
sem beleza,
sem nexo,
desconexo
servido sobre a mesa.
Escrever por quê?
Só porque alguém finge que lê?
Comentários,
agradecimentos,
verdadeiras obras-primas
na base do toma lá, dá cá...
Eu te elogio, tu me elogia
tudo pelo bem da poesia!
Ah! no sepulcro onde se deita
pela eternidade,
o verdadeiro Poeta
se ajeita
e se envergonha
com tanta barbaridade.
A POESIA virou política,
uma batalha pelo voto,
na verdade
um andar sem volta
para o abismo da obscuridade...
Quero ser o primeiro a chegar,
já estou cansado de andar
pelos pergaminhos,
destes caminhos,
escrevendo mediocridade!
Rui E L Tavares
(27/02/2010)
egocentrismo
exteriorizado
na hipocrisia do verso.
Anatomia
desnuda
com perfume de arruda
exalando da poesia.
Puxasaquismo
besta
que leva pra cesta
de ouro
verdadeiras porcarias...
Um bacanal de pobreza
sem beleza,
sem nexo,
desconexo
servido sobre a mesa.
Escrever por quê?
Só porque alguém finge que lê?
Comentários,
agradecimentos,
verdadeiras obras-primas
na base do toma lá, dá cá...
Eu te elogio, tu me elogia
tudo pelo bem da poesia!
Ah! no sepulcro onde se deita
pela eternidade,
o verdadeiro Poeta
se ajeita
e se envergonha
com tanta barbaridade.
A POESIA virou política,
uma batalha pelo voto,
na verdade
um andar sem volta
para o abismo da obscuridade...
Quero ser o primeiro a chegar,
já estou cansado de andar
pelos pergaminhos,
destes caminhos,
escrevendo mediocridade!
Rui E L Tavares
(27/02/2010)
AS ROSAS DO MEU CAMINHO
O meu caminho é uma vereda esplendorosa
tem um Sol lá no fim
e um doce perfume de rosa.
O meu caminho é assim
uma alameda que leva até o amor
cercada por florido jardim.
Uma paisagem coberta de flor
onde o beija-flor faz o ninho,
onde o encanto é o senhor...
Doces poesias em pergaminho
são os colibris, são as flores,
são as rosas do meu caminho!
Rui E L Tavares
(26/02/2010)
tem um Sol lá no fim
e um doce perfume de rosa.
O meu caminho é assim
uma alameda que leva até o amor
cercada por florido jardim.
Uma paisagem coberta de flor
onde o beija-flor faz o ninho,
onde o encanto é o senhor...
Doces poesias em pergaminho
são os colibris, são as flores,
são as rosas do meu caminho!
Rui E L Tavares
(26/02/2010)
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